sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Família CASTELLO BRANCO

“O português, conseguindo transformar esta terra agreste e inculta em torrão amável, merece a homenagem dos cearenses de hoje que, graças a ele, desfrutam, apesar das inclemências, uma terra progressista e bela, em sempre crescente ritmo de desenvolvimento material e cultural.
Ambos ganhamos e perdemos. É elementar em Sociologia a verificação das mudanças sofridas por colonizados e colonizadores. A totalidade social é sempre afetada nos encontros raciais e culturais. Brancos, vermelhos e pretos, portugueses, índios e africanos integram-se numa ‘sociedade una’, de onde se viu desabrochar uma nova vida, um Brasil novo, um Portugal renascido.”
(Trecho extraído da Apresentação do Livro: A Colonização Portuguesa no Ceará – 2007 – Vinicius Barros Leal)

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“Aqueles que se aventuraram na empresa do Ceará eram ao mesmo tempo conquistadores, povoadores e colonizadores. Alguns, aventureiros apenas, mas, a maior parte, indivíduos com uma meta, uma vontade de engrandecer a pátria portuguesa e reviver os heroísmos dos primeiros penetradores do solo brasileiro. Carregavam no sangue a herança dos velhos troncos avoengos, a par de uma fé ardente, tanto no fervor da prática religiosa como na crença de que estavam dando um testemunho de tenacidade e firmeza.
Não é muito difícil traçar um perfil destas personagens da nossa História, dominadores da cena nos séculos XVII e XVIII, no Nordeste. O homem colonial da época da expansão do domínio luso no Brasil tinha algo de Cruzado da Idade Média, de aventureiro do Descobrimento, de Missionário da catequese, de produto da Renascença, de fundador de nacionalidade, de patriarca e de simples carreiro. Caminhava tenazmente por atalhos, veredas, vadeava rios levando trastes e família, sofria os infortúnios no corpo e na alma, mas tinha a mente povoada de castelos e fantasias. E era isso que o sustentava. Tinha também as suas paixões: a do rápido enriquecimento, a da disputa inglória que muitas vezes sobrepunha à Razão, tirando-lhe a lucidez, vencendo-o no arrebatamento da cólera, na parcialidade do litígio e na afetividade intensa e sensual.
E estes homens, com seus defeitos e virtudes, "deixaram raça", transmitiram aos descendentes os atavismos traduzidos no gosto pelos folgares das folias dos sertões, das vaquejadas, das festas religiosas e profanas, dos foguetórios, bebedeiras, os instintos às vezes rudes e cruéis. Herdamos dos nossos avós esta manifestação poética e brejeira dos cantadores da gesta sertaneja, a manha cavilosa, a sinceridade de um certo maneirismo e a hospitalidade feliz e alegre, desinteressada e cordial.
O cearense é uma mistura dessa gama de sentimentos, um tanto disparatados. E, por isso, tão resistente ao sofrimento, tão capaz de suportar os revesses que a terra seca e pouco dadivosa constantemente oferece de amargura e aflição. Mas o cearense vence e desperta do sobressalto, levanta a cabeça e, atordoado, aguarda com resignação e coragem a próxima desordem que o nosso calendário climático teima em observar fielmente, no desenrolar do tempo.
De onde vieram tais homens que nos legaram semelhantes condicionamentos?
Temos o testemunho da História, já sabiamente registrada pelos historiadores, genealogistas, escrivães, vigários e sacristães-secretários paroquiais. Estes últimos, sem a intenção de escrevê-la, porém com o registro sistemático dos batizados, casamentos e óbitos, em letra caprichada, mas prejudicada pela química rudimentar das tintas, nos deram um manancial de informações acerca do estabelecimento e desenvolvimento da família cearense.”


(Trecho do livro A Colonização Portuguesa no Ceará - 2007, pág. 78/79 - de Vinícius Barros Leal, membro do Instituto Histórico do Ceará)

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FAMÍLIA CASTELLO BRANCO

“A Família Castello Branco do Ceará é originária de dois portugueses:
Do Piauí, de Francisco da Cunha Castello Branco (que viveu e faleceu em São Luiz do Maranhão, tendo sido Capitão de Infantaria do Exército Português) e do Ceará de Mathias Pereira Castello Branco.
Francisco da Cunha Castello Branco, segundo Edgardo Pires Ferreira, no livro "A mística do Parentesco", volume IV, encontramos que, o português Francisco da Cunha Castello Branco viveu e faleceu em São Luiz do Maranhão e foi Capitão de Infantaria do Exército Português. O autor cita ainda que, mesmo sem documentos em cartórios, em 1700 este português recebeu uma sesmaria em Santo Antônio do Surubim, hoje Campo Maior.”
Marcus Silveira Castello Branco


“A família Castello Branco não foi das primeiras a chegar em Baturité, mas ali já se encontrava no começo do século XIX. Veio de Quixeramobim, onde estava instalada com fazendas de gado.
O Patriarca do Clã foi o português Tenente Coronel Mathias Pereira Castelo Branco, natural de Viseu. Vindo solteiro para o Brasil e aqui chegando nos anos trinta do século XVIII. Casou-se na Ribeira do Jaguaribe com Emerenciana Barbalho, descendente dos Correia Vieiras, gente das mais abonadas da região. O casal fixou-se nas terras da família que eram muitas, abrangendo fazendas e currais nas margens do Sitiá e do Quixeramobim.
Desse casamento nasceram treze filhos que por casamento se entrelaçaram com muitas outras famílias de criadores da mesma região. Os Pimenta de Aguiar, Saraiva Leão e Leitão foram os que mais constituíram união com os Castelo Branco.”
Texto do Dr. Vinicius Barros Leal Publicado no Jornal “A Verdade” nº 3.017 de 1991

O Tenente Coronel MATHIAS PEREIRA CASTELLO BRANCO, nascido em Viseu, Portugal, Freguesia de Nossa Senhora das Graças, por volta de 1710. Veio para o Ceará onde recebeu uma sesmaria na Barra do Sitiá, Fazenda Joazeiro de Cima, na Ribeira do Banabuiú. Casou-se por volta de 1733, com Dona EMERENCIANA CORREIA DE SOUZA BARBALHO (filha do português Capitão Pascoal Correia Vieira e de Ponciana de Souza Barbalho), nascida em 1715 e batizada em 15/02/1715, na Igreja de São João do Jaguaribe, Freguesia de Russas. Foram seus padrinhos o Sargento-Mor Luiz da Silva e sua avó materna Vitória Leonor dos Montes.

MATHIAS PEREIRA CASTELLO BRANCO e D. EMERENCIANA tiveram 13 filhos:

01 - Manuel Pereira Castello Branco
02 - José Pereira Castello Branco
03 - Maria Pereira Castello Branco
04 - Teodora de Almeida Castello Branco
05 - ANTONIO PEREIRA CASTELLO BRANCO
06 - Teresa de Jesus de Almeida
07 - Matias Pereira Castello Branco Jr.
08 - Miguel Pereira Castello Branco
09 - Bárbara Pereira Castello Branco
10 - Mariana de Almeida Castello Branco
11 - Gertrudes Pereira Castello Branco
12 - Ana de Almeida Castello Branco
13 - Ana Pereira Castello Branco

05 - ANTÔNIO PEREIRA CASTELLO BRANCO, o quinto filho do casal, nasceu em 09/09/1772, casou-se com D. FRANCISCA MARIA LEITÃO.

Antônio Pereira e D. Francisca Maria tiveram treze filhos e alguns deles participaram ativamente da vida política do Maciço de Baturité, especialmente o Coronel MANUEL FELIPE PEREIRA CASTELLO BRANCO (Manuel Felipe Castello Branco), nascido em Quixeramobim em 1789 e falecido em Baturité, em 03/05/1849. Dos treze filhos desse casal foi ele o que mais influência teve em Baturité.

Manuel Felipe morava na Rua do Açougue e era proprietário de terras no lugar chamado “Sitio Comum” (hoje é o bairro Tijuca) em Baturité, Ceará.
Foi Comandante do 1º Batalhão de Caçadores da 2ª Linha de Voluntários Constitucionais Leais a Pátria da Vila de Monte Mor,  o Novo da América (1º Quartel de Milícias de Monte Mor). Sua Patente de Tenente Coronel do referido batalhão data de 21/04/1823.

Em 1824, Manuel Felipe Pereira Castello Branco introduziu a cultura do CAFÉ na Serra de Baturité, com sementes trazidas do Pará e plantadas no "Sítio Bagaço", atual Sítio Correntes, de sua propriedade, às margens do Riacho Cruz, em Mulungú.

MANUEL FELIPE PEREIRA CASTELLO BRANCO, neto do português Mathias Pereira Castelo Branco, casou-se em Monte Mor, o Novo da América (antigo nome de Baturité), com ISABEL GOMES DA SILVEIRA, também conhecida como Isabel Maria de Nazaré, nascida em 1798 (filha de Manoel Nogueira de Queiroz e de Isabel Gomes da Silveira. Manoel Nogueira de Queiroz era neto de Antonio Duarte de Queiroz e dona Izabel Cavalcante Vasconcelos de Queiroz, herdeiros do Engenho Jacaré, em Pernambuco. Era filho de Bertholeza Cavalcante de Queiroz e Vitoriano Nogueira de Queiroz. 
*Ver Blog:http://familiaqueirozbarreira.blogspot.com.br)

Manuel Felipe e Isabel tiveram onze filhos, entre eles, Pedro José Pereira Castello Branco, nascido em 1818. Herdeiro do grande prestígio e poder, legados tanto pelo seu avô paterno como pelo próprio pai, o Tenente Coronel Pedro José Pereira Castello Branco, foi quem mais influência exerceu em Baturité e, comprovadamente, foi o maior chefe político de Baturité no século passado. Ocupou por quatro vezes o cargo de Presidente da Câmara Municipal de Baturité, sendo seu último mandato encerrado a 26/04/1877, data em que faleceu como deputado Provincial, aos 58 anos de idade, em Fortaleza.

No Livro de Ata da Câmara Municipal de Baturité, no registro da sessão do dia 26/04/1877, lê-se o seguinte:

“... sobre a mesa existiam diversos requerimentos sobre variadas matérias mais ou menos importantes, que foram adiadas pela justa razão de haver constatado a esta Câmara ter falecido na cidade de Fortaleza o Presidente desta Municipalidade Tenente Coronel Pedro José Pereira de Castello Branco, ficando encerrados os trabalhos da Câmara por tempo de 8 dias em sinal de pesar por proposta do Sr. Presidente da Câmara Clementino de Holanda.”
O seu falecimento foi assim noticiado pelo Jornal O BATURITÉ de 28/04/1877:

FALECIMENTO - Sucumbiu a uma afecção do coração, na Capital da Província, onde seguira a procura de lenitivo ao mal que sofria o Tenente-Coronel Pedro José Castello Branco, membro proeminente da Família Castello Branco e Chefe de uma das facções do Partido Conservador nesta Localidade. O Tenente-Coronel Pedro Castello, filho legítimo do Coronel Manoel Felipe Castello Branco, nasceu em 1818. Casou-se com sua prima D. Thereza Antônia Castello Branco em 1842, e desde então residiu nos Inhamuns ate 1853, quando se mudou para Baturité, tendo exercido no Tahuá o Cargo de Delegado de Policia, prestando serviços relevantes, pelos quais o Governo Imperial condecorou-o. Eleito Presidente da Câmara deste Município, em 1856, foi reeleito em diversos quadriênios e ainda no atual ocupava o lugar. O finado foi também eleito Deputado Provincial em mais de uma Legislatura, e exerceu outros Cargos de nomeação do Governo. À sua família os nossos pêsames.”


O Tenente Coronel Pedro José Pereira Castello Branco casou-se em 1842 com sua prima D. Teresa Antônia Feitosa Castelo Branco, em São José dos Inhamuns (Tauá), terra de seu sogro, onde passou a residir. Como Delegado e Comandante da Polícia, manteve uma conduta de austeridade, energia e dureza, chegando mesmo a praticar excessos, o que lhe valeu o apelido de “Pedro Cru”. Sofrendo, então, tremenda perseguição por parte de familiares de sua esposa, os Feitosas, em 1853 voltou para Baturité onde fixou residencia, sendo eleito Presidente da Câmara, cargo que ocupava quando a Vila foi elevada à categoria de cidade.
Deste casal descendem muitos baturiteenses de projeção. Foram seus genros os comerciantes João Correia Lima (casado com Anna Augusta Castelo Branco), Balduíno José de Oliveira, Porfírio Gurgel do Amaral, Francisco Bezerra de Menezes Soares, o professor Manuel Egídio da Costa Nogueira. São seus descendentes os Taumaturgos, Pinheiros, Falcões, Severiano Maciel, Paiva e Silva, Soares Arruda, Mattos Brito e tantos outros. O ministro Waldemar Falcão, o advogado Lauro Maciel, Érico Paiva, o Coronel Mário Ramos, os irmãos Luiz e Carlos Soares Arruda, todos descendentes de Pedro José Castelo Branco, e de sua mulher, Dona Theresa Antônia Feitosa Castelo Branco.

Outro filho de Manuel Felipe Pereira Castelo Branco que muito se destacou na história de Baturité foi o Coronel JOÃO PEREIRA CASTELLO BRANCO, nascido em Baturité em 1822. Casou-se com MARIA DE OLIVEIRA CASTELLO BRANCO e tiveram dez filhos. João Pereira Castelo Branco foi quem terminou a construção da casa do Sítio São Luís (iniciada por seu pai que mandou vir de Recife arquitetos holandeses responsáveis pelo projeto dessa obra que levou em torno de vinte anos até ser concluída).
O SÍTIO SÃO LUÍS, em Pacoti, foi uma das mais ricas propriedades da Serra de Baturité, onde João Pereira Castello Branco residiu com a família por muitos anos até o seu falecimento em Baturité em 01/11/1900.

Veja o Blog com as histórias desse sítio:
http://sitiosaoluiseaserradebaturite.blogspot.com.br/
SÍTIO SÃO LUIS - Pacoti - Ceará - Dr. Luis Cícero Sampaio e família - 1929
Esses dois filhos de Manoel Felipe Pereira Castello Branco, nascidos em Baturité, receberam do Império, condecorações pelos seus relevantes serviços prestados:
Pedro José Castello Branco (Tenente-coronel), cavaleiro da Ordem de Cristo*.
João Pereira Castello Branco (Coronel), cavaleiro da Ordem Rosa*.

Pedro José Castelo Branco e Theresa Antônia Feitosa Castello Branco, foram pais de:
Anna Augusta Castello Branco Correia Lima, nascida nos Inhamuns (Tauá), casou-se em Baturité com o Tenente João Corrêa Lima, tendo os dois falecidos em Baturité, onde se encontram sepultados no Cemitério São Miguel. Foram pais de:
1 - Francisca Clotilde Castello Branco Correia Lima
2 - Maria Edwirges Castello Branco Correia Lima
3 - Maria José Castello Branco Correia Lima Thaumaturgo
4 - Maria Conceição Castello Branco Correia Lima do Rego Falcão
5 - Maria Emília Castello Branco Correia Lima Lopes
6 - Maria Castello Branco Correia Lima

MARIA EMÍLIA
Maria Emília Castello Branco Correia Lima Lopes

5 - Maria Emília Castello Branco Correia Lima Lopes, nascida em Baturité em 23/03/1875, faleceu em Itapiúna em 12/02/1910 e foi sepultada no Cemitério São Miguel em Baturité.

Casou-se em Baturité a 06/1892, com José Adriano Lopes, nascido em Sobral em 23/08/1865 e falecido em Fortaleza em 25/11/1928.


José Adriano Lopes
Maria Emília e José Adriano Lopes
tiveram oito filhos:
José Evandro Castello Branco Lopes, Assunção (primo),
José Adriano Lopes (pai)
e João Adriano 
Castello Branco Lopes - Rio, 1928
01José Evandro Castello Branco Lopes, primeiro filho do casal, nascido a 20/11/1894 e falecido aos 61 anos de idade, em 28/05/1956. Casou-se no Rio de Janeiro com Déa Muniz de Brito Lopes, tiveram uma única filha:

1-Helena Lopes nascida a 23/08/1924, c.c. Paul Cemiterra, francês, a 18/10/1951. Tiveram um filho: Philippe François
Helena com o filho Philippe François na França
Helena com o filho Philippe François e sua mãe, Déa - Rio, 26/07/1936

02Maria Graziela Castello Branco Lopes. Nascida a 22/10/1896, religiosa da ordem das Irmãs Dorotéias, no Rio de Janeiro.


03 João Adriano Castello Branco Lopes. Nascido a 27/10/1898 e falecido aos 51 anos de idade, em 14/02/1950, c.c. Luzia Camelo, tiveram 6 filhos:
1-Terezinha (falecida criança)
2-João Alberto Lopes, n 15/11/1931, oficial do Exercito, c.c. Pilar Adoracion Saiz Lopes, espanhola, pais de: João Adriano, Isabel Luzia, Gregório Alberto e Maria Pilar
3-José Adriano Camelo Lopes, geólogo da Petrobrás, n 09/02/1934, c.c. Renée Teixeira, paraense, pais de: Adriano Jorge, Elga Mara, Alexandre Jorge e Liége Mara.
4-Maria Idalba Camelo Lopes, enfermeira, n 19/19/1937, c.c. Cirilo Moreira Sales, pais de: Lília Maria, Lilian, João Adriano, Nilton e Luciano.
5-Maria Lucia Camelo Lopes, psicóloga n 17/09/1938, c.c. Adil Dallago, psicólogo, pais de: Adil Filho, Christiano e Marcelo
6-Maria Noemi Camelo Lopes (Noemília), assistente social, n 25/09/1943, c.c. Cleber Nogueira, teólogo, pais de: Giovana Lorna, Gisa Mile, André Gorki, Gil Felipe.


04 Paulo Castello Branco Lopes. Nascido a 14/02/1900 e falecido aos 29 anos de idade, em 03/07/1929. Casou-se em Sobral com Aldenora da Ponte Lopes, tiveram 2 filhos:
1-Zélia Lopes, n a 26/11/1923, c.c. Ary Gadelha Alencar Araripe, pais de: Maria Teresa, Ary Junior e Cristina.
Zélia Lopes
2-Paulo Lopes Filho, n 25/07/1929, bacharel em Direito, funcionário do TEF, professor universitário, c.c. Maria Lúcia Praxedes, pais de: Fernanda Inês e Mariana.


05 Ana Augusta Castello Branco Lopes (Nanna). Nascida a 20/11/1901, Irmã Vicência Maria, da Ordem das Capuchinhas, em Fortaleza.
Anna Augusta (Nanna) aos onze anos de idade,
em 05/12/1912

06 Otávio Castello Branco Lopes, nascido a 11/07/1903 e falecido aos 47 anos de idade, em 13/11/1950. Casou-se com Judith Moreira César Lopes. Foi Professor e Político, eleito Deputado em S. Paulo.
Otávio - 1928
Otávio e Judith -  Limeira, Maio de 1930

Otávio e Judith tiveram 2 filhos:
1-Dr. José Adriano Castello Branco Lopes, nascido a 03/03/1930, em Limeira (SP), casou-se aos 27 anos, com Marilu, na Basílica do Convento do Carmo, em São Paulo, em 19/09/1957. Foi diretor da Secretaria do crédito Agrícola do Banco de Estado de São Paulo e exerceu o cargo de prefeito de Limeira, de 1956 até 1958.
José Adriano aos seis meses de idade
Limeira, Set. 1930
  


2- Maria Tereza Castello Branco Lopes, nascida a 15/06/1934, c.c. Carlos Alberto Manhães Barreto. Faleceu em 15/01/2007.
Maria Tereza - Fev. de 1939



Notícias da GAZETA de LIMEIRA:







José Adriano e Marilu

07 – Noemi Castello Branco Lopes (minha avó materna). Nascida a 22/03/1905, na fazenda Extremas, em Paramoti, casou-se em Guaramiranga a 27/01/1928 com Arcelino (Queiroz) de Mattos Brito, nascido no Sítio Brejo, em Guaramiranga a 22/12/1896, filho do Coronel Francisco de Mattos Brito (Coronel Chichio) e Adelaide Queiroz de Mattos Brito, faleceu em Fortaleza em 31/08/1960. Após o casamento passou a chamar-se Noemi Lopes de Mattos Brito. Faleceu subitamente no Sítio Brejo na manhã do dia 30/10/1982.

Noemi e Arcelino tiveram 4 filhas, todas nascidas no Sítio Brejo em Guaramiranga:

1-Maria Emília de Mattos Brito Goes (minha mãe), nascida a 26/12/1929, c.c. José Ellery (Barreira) Marinho de Goes, tiveram onze filhos: Claudia Maria, Arcelino Neto, Vera, Danilo, Maria Tereza, Marília, Angelina, Germana, Heloisa, Francisco José e Narcélio.
2-Helena de Mattos Brito Nogueira, nascida a 09/08/1931, c.c. Jaime Cesar Caracas Nogueira, pais de Luís Otávio Mattos Brito Nogueira.
3-Elsa de Mattos Brito Oliveira, nascida a 22/06/1934, c.c. Antônio Carlos Santos Oliveira, médico, pais de: Maria Luiza, Antônio Carlos Júnior, Francisco Carlos, Fernando Antônio e Eneida.
4-Fernanda Lopes de Mattos Brito, nascida a 17/04/1937, solteira.

08Maria de Lourdes Castello Branco Lopes. Nascida a 22/09/1908, religiosa da ordem das Irmãs Dorotéias, no Rio de Janeiro.


NOEMI

Noemi Castelo Branco Lopes


7 - Noemi Castello Branco Lopes, nascida a 22/03/1905, na fazenda Extremas, em Paramoti (CE), casou-se em Guaramiranga a 27/01/1928 com Arcelino (Queiroz) de Mattos Brito, nascido no Sítio Brejo, em Guaramiranga a 22/12/1896, filho do Coronel Francisco de Mattos Brito (Coronel Chichio) e Adelaide Queiroz de Mattos Brito, falecido em Fortaleza em 31/08/1960. Após o casamento passou a chamar-se Noemi Lopes de Mattos Brito. Faleceu vítima de ataque cardíaco, no Sítio Brejo, em 30/10/1982.

Noemi e Arcelino de Mattos Brito (meus avós maternos) tiveram quatro filhas, todas nascidas no Sítio BREJO, em Guaramiranga:
Maria Emília (minha mãe), Noemi com Elsa no colo e Helena
Helena, Noemi, Elsa, Maria Emília e Fernanda
Fernanda, Helena, Elsa e Maria Emília


Maria Emília Lopes de Mattos Brito
1 - Maria Emília Lopes de Mattos Brito, nascida em 26/12/1929 no Sítio Brejo, em Guaramiranga, casou-se em 28/09/1950, na casa do Sítio Brejo, com José Ellery (Barreira) Marinho de Góes (Zelito), nascido em 23/10/1923 em Quixadá (filho do Dr. Ignácio Barreira Nanan e Córa Ellery Barreira. Sua mãe morreu de parto uma semana após seu nascimento, em 30/10/1923, sendo ele perfilhado por sua tia Angelina Ellery Marinho de Goes, casada com o Coronel José Marinho Falcão de Goes).
Maria Emília Lopes de Mattos Brito, após o casamento, passou a chamar-se Maria Emília de Mattos Brito Goes.

Zelito e Maria Emília

Descendentes de Maria Emília e Zelito:

11 filhos - 25 netos - 7 bisnetos

F1 - Claudia Maria Mattos Brito de Góes, artista plástica, divorciada de Francisco Luiz Oliveira Nepomuceno, médico veterinário, pais de:
N1 - Laura de Góes Nepomuceno Mello Leal, socióloga, corretora de imóveis, c.c. Gilson Mello Leal, administrador de empresas e representante comercial, pais de:
Bn4-João José de Góes Nepomuceno Mello Leal, n a 13/05/2008
Bn5-João Miguel de Góes Nepomuceno Mello Leal, n a 13/05/2008
N2 - Daniel de Góes Nepomuceno, Engenheiro Agrônomo, pai de:
Bn1-Victor Henrique Borges de Góes Nepomuceno, n a 06/11/1995 (filho de Diana Maria Borges, fonoaudióloga), c.c. Rosângela Lopes Carvalho de Goes Nepomuceno, Pedagoga, pais de:
Bn2-Saul Lopes Carvalho de Góes Nepomuceno, n a 14/08/2006
Bn7- Sophia Lopes Carvalho de Góes Nepomuceno n a 19/05/2011
N3 - Renata de Góes Nepomuceno, Geógrafa, c.c. Janus Lönngren Sampaio, fotógrafo e designer, pais de:
Bn6-Luiza de Góes Nepomuceno Lönngren Sampaio n a27/06/2010
N4 - Raquel de Góes Nepomuceno, Administradora de Empresa, casada com Danilo Jorge Ramos, empresário paulista.
N5 - Fernando de Góes Nepomuceno, produtor musical, casado com Milene Ribeiro Pimentel, pais de Maria Fernanda Pimentel de Goes Nepomuceno.


F2 - Arcelino de Mattos Brito Neto, piloto civil da Petrobrás, c.c. Zélia Maria Menezes de Mattos Brito, artesã, pais de:
N6 - Gaudioso Menezes de Mattos Brito Góes, Sociólogo, universitário de Direito, casado com Deysi Aquino, pais de Maria Laís.
N7 - Yuri Menezes de Mattos Brito Góes, formado em Informática.
N8 - José Ellery Marinho de Góes Neto, universitário.


F3 - Vera Góes Ferreira Costa, Jornalista, c.c. Marcus Roberto Ferreira Costa, administrador de empresas, pais de:
N9 - Antônio José Góes Ferreira Costa, universitário de Agronomia.
N10-Marcus Roberto Góes Ferreira Costa, Engenheiro Agrônomo, casado com Virgínia Torquato Callou, Psicóloga, pais de Davi.
N11-George Henry Góes Ferreira Costa, universitário.


F4 - Danilo de Mattos Brito Góes, Ten. Cel. Av. da Reserva da FAB (atualmente piloto de helicóptero, prestando serviço para a Petrobrás), pai de:
N12-Danielle Magalhães Góes, Advogada;
c.c. Giovana Lorna Lopes Nogueira Góes, Advogada, servidora pública federal, pais de:
N13-Camila Lopes de Mattos Brito Nogueira Góes, universitária.
N14-Pedro Ignácio Nogueira Góes, estudante.


F5 - Maria Tereza Góes Sottomayor Negrão, artesã, c.c. o português João Carlos Falcão Sottomayor Negrão, Engenheiro Mecânico, pais de:
N15-Luís Marcos Góes Sottomayor Negrão, universitário.


F6 - Marília de Góes Esperon Reis, artista plástica, c.c. Ricardo Esperon Reis, Maj. Av. da Reserva da FAB (atualmente piloto de helicóptero, prestando serviço para a Petrobrás), pais de:
N16-Ricardo de Góes Esperon Reis, Engenheiro Civil, c.c. Priscila Alencar Mendes Reis, formada em Enfermagem, pais de Beatriz.
N17-Rodrigo de Góes Esperon Reis, Engenheiro Agrônomo
N18-Rafael de Góes Esperon Reis, administrador de empresas.


F7 - Angelina de Mattos Brito Góes, Advogada, servidora publica estadual,  mãe de:
N19-Liana de Mattos Brito Góes, formada em moda pela London College of Fashion em Londres, casada com o canadense Christos Ballas, pais de:
Bn3-Emilly Maria Goes Ballas, n a 06/09/2006.


F8 - Germana de Mattos Brito Góes Giglio, Advogada, servidora pública estadual, c.c. Leonardo da Rosa Giglio, Fonoaudiólogo, pais de:
N20-Leonardo da Rosa Giglio Filho, universitário de Direito.


F9 - Heloisa de Mattos Brito Góes, formada em Pedagogia e Letras, solteira.

F10 - Francisco José de Mattos Brito Góes, fazendeiro, c.c. Maria Jocicléa Cabral Maciel de Góes, Pedagoga, pais de:
N21-Guilherme Cabral Maciel Góes, estudante.
N22-Mariana Cabral Maciel Góes, estudante.


F11 - Narcelio de Mattos Brito Góes, Engenheiro Agrônomo, funcionário do Banco do Brasil, c.c. Cynthia Diógenes Mendonça de Mattos Brito Góes, Médica Veterinária, servidora pública federal, pais de:
N23-Sarah Diógenes Mendonça de Mattos Brito Góes, universitária de Medicina Veterinária.
N24-Caio Diógenes Mendonça de Mattos Brito Góes, estudante.
N25-Thiago Diógenes Mendonça de Mattos Brito Góes.



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Informações adicionais:


Os dois filhos de Manoel Felipe Pereira Castello Branco, nascidos em Baturité, receberam do Império, condecorações pelos seus relevantes serviços prestados:
Pedro José Castello Branco (Tenente-coronel), cavaleiro da Ordem de Cristo*.
João Pereira Castello Branco (Coronel), cavaleiro da Ordem Rosa*.




*Ordem de Cristo
A Imperial Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo é uma antiga ordem honorífica brasileira, originada a partir da portuguesa Ordem Militar de Cristo, a qual por sua vez remonta à medieval Ordem de Cristo. Foi a segunda ordem imperial brasileira com mais titulares, logo atrás da Imperial Ordem da Rosa, e premiava tanto militares quanto civis.
O caráter religioso da Ordem residia também na necessidade da propagação e manutenção da Religião de Cristo a fim de “trazer a fé católica aos idólatras e gentios” que em grande número ainda existiam no país.
A Ordem de Cristo foi a condecoração mais concedida por D. João no Brasil: 3.635 hábitos, 442 comendas e 7 grã-cruzes num total de 4.084 mercês. Já durante o reinado de D. Pedro I foram 2.630 as ordens concedidas.
A chancelaria que cuidava dos registros da ordem pertencia ao Ministério do Império. Destituiu-se de seu caráter religioso por meio de decreto de 9 de setembro de 1843. Foi extinta após a proclamação da república, juntamente com a maioria das ordens imperiais.

*Ordem Rosa
A Imperial Ordem da Rosa é uma ordem honorífica brasileira. Foi criada em 27 de fevereiro de 1829 pelo imperador D. Pedro I (1822 — 1831) para perpetuar a memória de seu matrimônio, em segundas núpcias, com Dona Amélia de Leuchtenberg e Eischstädt.
O seu desenho foi idealizado por Jean-Baptiste Debret que, de acordo com a divergência de alguns historiadores sobre o assunto, o artista ter-se-ia inspirado nos motivos de rosas que ornavam o vestido de D. Amélia ao desembarcar no Rio de Janeiro, ou num retrato da mesma enviado da Europa ao então Príncipe.
A ordem premiava militares e civis, nacionais e estrangeiros, que se distinguissem por sua fidelidade à pessoa do Imperador e por serviços prestados ao Estado, e comportava um número de graus superior às outras ordens brasileiras e portuguesas então existentes.
De 1829 a 1831 D. Pedro I concedeu apenas cento e oitenta e nove insígnias. O seu filho e sucessor, D. Pedro II (1840 — 1889), ao longo do segundo reinado, chegou a agraciar 14.284 cidadãos. Além dos dois imperadores, apenas o duque de Caxias foi grande-colar da ordem durante sua vigência.




Nota da autora:


Esse trabalho é o resultado de uma intensa pesquisa pessoal. Há anos venho me dedicando a escrever longos textos sobre as origens e histórias, ascendências e descendências dessas famílias das quais eu descendo.

Consegui elaborar esses parcos escritos, cuja única intenção é resgatar e registrar a genealogia de nossos antepassados, desde suas origens até os dias atuais. Aos poucos vou compondo nossa parte nessa história, uma espécie de “colcha de retalhos”, juntando cada pedacinho a outros, através de uma constante busca, de uma investigação laboriosa entre relação de dados e acontecimentos, realizada com esmero e profunda dedicação.
São dias, às vezes noites inteiras, passados diante de um computador, de pilhas de livros, cadernos de anotações, velhas fotografias, antigos documentos e uma infinidade de outras fontes de informação, lendo, pesquisando, digitando, corrigindo, deletando, colecionando e escaneando fotos, acrescentando novas informações, refazendo texto, nomes e datas. Tentando decifrar todas as complexas relações de parentesco entre nossos ancestrais, reunindo e conferindo nomes, datas e lugares de nascimentos, casamentos, fotos e falecimentos.
Dizem que as publicações sobre genealogia de família são sempre “ensaios” e nunca ficam prontos, porque estão continuamente carecendo de ajustes, emendas e correções.
De minha parte, admito desde já existirem algumas omissões e eventuais erros nesses assentamentos, inerentes ao meu intento, sujeitos, portanto a retificações, emendas e acréscimos, que serão sempre muito bem recebidos.


Dedico,
à memória de meu pai, um contador de histórias de quem herdei o gosto pela genealogia dos nossos ancestrais, através das narrativas que ele sempre me fazia, muitas vezes recontadas com riquezas de detalhes, legando a mim todo o seu precioso acervo de livros, fotos, registros e outros documentos com informações relacionadas a família;

aos meus filhos e netos, para que um dia eles também possam contar essas histórias aos filhos e netos deles...

ao meu irmão Arcelino Neto que me proporcionou, entre outras coisas, resgatar e reescrever todas essas histórias...

Claudia Maria Mattos Brito de Goes





2 comentários:

  1. Que lindo que você está fazendo. Resgate das minhas origens. Apesar de não te conhecer pessoalmente, já é muito querida e tenho certeza que o dia que nos encontrarmos vamos falar da família como se tivessemos crescido juntas. Vovó Judith nunca deixou de falar da família do Vovô Octávio. Tive o prazer de conhecer irmãs dele: Tia Maria, Tia Lurdinha, Tia Nanna, Tia Dea (casada com Tio Evandro).

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